TEXTO POR MARIA MANUELA RESTIVO
FOTOGRAFIA E VÍDEO POR A RECOLETORA
DESENHO POR FERNANDO GALHANO
06.08.2026
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. In varius lacus eu sem dictum, ac efficitur massa lacinia. In pharetra quam non consectetur blandit. Nunc non magna ac dui luctus laoreet vel eu justo. Nullam sed magna malesuada, fringilla eros vel, faucibus massa. Maecenas in dolor lacus. In ex risus, consequat congue quam id, bibendum semper est. Curabitur lacus felis, pharetra vitae lorem vitae, efficitur porttitor quam. Ut sagittis pretium sapien, vitae consectetur felis. Suspendisse eu nunc sed purus tristique dictum ac a nisi. Aenean varius, elit et tincidunt malesuada, tellus libero aliquam enim, vel posuere magna est id tortor. Nam vitae purus nunc. Fusce a massa eget leo feugiat consectetur nec vitae massa. Mauris sed magna dapibus, aliquam mi at, consectetur urna. In egestas massa eu libero interdum, a volutpat lacus volutpat. Etiam condimentum dolor sit amet tincidunt faucibus. Vestibulum lacinia, lorem in vestibulum porttitor, ligula augue vulputate ligula, eu commodo leo purus vitae elit.
Etiam ut bibendum erat, id cursus augue. Duis ac ornare est. Phasellus vitae turpis viverra, feugiat mi sed, posuere mauris. Pellentesque a pretium justo, vitae porta eros. In purus tortor, cursus nec est et, mollis convallis tortor. Phasellus placerat, nulla sit amet vulputate rutrum, augue nibh consectetur massa, ac imperdiet lacus elit eu massa. Aenean pulvinar semper consequat. In porta convallis imperdiet. Sed rutrum neque ac enim pulvinar pellentesque. Sed eleifend massa metus, sed rutrum tortor placerat vitae.

«espécie de âncora, feita de galhos»
AURORA REGO • HISTORIADORA • Nasc. 19xx
Vila Praia de Âncora
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. In varius lacus eu sem dictum, ac efficitur massa lacinia. In pharetra quam non consectetur blandit. Nunc non magna ac dui luctus laoreet vel eu justo. Nullam sed magna malesuada, fringilla eros vel, faucibus massa. Maecenas in dolor lacus. In ex risus, consequat congue quam id, bibendum semper est. Curabitur lacus felis, pharetra vitae lorem vitae, efficitur porttitor quam. Ut sagittis pretium sapien, vitae consectetur felis. Suspendisse eu nunc sed purus tristique dictum ac a nisi. Aenean varius, elit et tincidunt malesuada, tellus libero aliquam enim, vel posuere magna est id tortor. Nam vitae purus nunc. Fusce a massa eget leo feugiat consectetur nec vitae massa. Mauris sed magna dapibus, aliquam mi at, consectetur urna. In egestas massa eu libero interdum, a volutpat lacus volutpat. Etiam condimentum dolor sit amet tincidunt faucibus. Vestibulum lacinia, lorem in vestibulum porttitor, ligula augue vulputate ligula, eu commodo leo purus vitae elit.

Fig 1. Pinheiro em contexto


Nullam sed magna malesuada, fringilla eros vel, faucibus massa. Maecenas in dolor lacus. In ex risus, consequat congue quam id, bibendum semper est. Curabitur lacus felis, pharetra vitae lorem vitae, efficitur porttitor quam. Ut sagittis pretium sapien, vitae consectetur felis. Suspendisse eu nunc sed purus tristique dictum ac a nisi. Aenean varius, elit et tincidunt malesuada, tellus libero aliquam enim, vel posuere magna est id tortor. Nam vitae purus nunc. Fusce a massa eget leo feugiat consectetur nec vitae massa. Mauris sed magna dapibus, aliquam mi at, consectetur urna. In egestas massa eu libero interdum, a volutpat lacus volutpat. Etiam condimentum dolor sit amet tincidunt faucibus.
«Com a gancha tinha que ser o argaço grosso. O mar estava rijo, a gente não podia chegar — botava-se a gancha, fugia-se e puxava-se com uma corda»
HELENA CAPELA • EX-SARGACEIRA • Nasc. 19xx
Vila Praia de Âncora

↑ GANCHA
Copa de pinheiro jovem apanhado do chão e corda.
2026. Serra de Arga.
Maecenas in dolor lacus. In ex risus, consequat congue quam id, bibendum semper est. Curabitur lacus felis, pharetra vitae lorem vitae, efficitur porttitor quam. Ut sagittis pretium sapien, vitae consectetur felis. Suspendisse eu nunc sed purus tristique dictum ac a nisi. Aenean varius, elit et tincidunt malesuada, tellus libero aliquam enim, vel posuere magna est id tortor. Nam vitae purus nunc. Fusce a massa eget leo feugiat consectetur nec vitae massa. Mauris sed magna dapibus, aliquam mi at, consectetur urna. In egestas massa eu libero interdum, a volutpat lacus volutpat. Etiam condimentum dolor sit amet tincidunt faucibus. Vestibulum lacinia, lorem in vestibulum porttitor, ligula augue vulputate ligula, eu commodo leo purus vitae elit.
Pellentesque a pretium justo, vitae porta eros. In purus tortor, cursus nec est et, mollis convallis tortor. Phasellus placerat, nulla sit amet vulputate rutrum, augue nibh consectetur massa, ac imperdiet lacus elit eu massa. Aenean pulvinar semper consequat. In porta convallis imperdiet. Sed rutrum neque ac enim pulvinar pellentesque. Sed eleifend massa metus, sed rutrum tortor placerat vitae.
Pedir à Manuela para criar um texto sobre a gancha. Aqui ficam alguns tópicos para a escrita.
— no livro do Galhano chama-lhe gancho; a sargaceira Helena de Vila Praia de Âncora chama-lhe gancha.
Frases boas da Helena Capela:
— servia para apanhar o "argaço grosso". quando o mar estava rijo o que impedia as pessoas de se aproximarem muito da água, e como tal a apanha normal na praia.
— Era feita com "a ponta do pinheiro, que tivesse quatro galhos e depois arranjava-se uns pesos que até eram parafusos da linha do comboio. Punha-se um em cada lado, para depois a gancha ir ao fundo."
— Tinha uma corda na ponta para puxar, que estava presa também numa interseção de galhos.
— "era um trabalho escravo e perigoso", o da apanha de algas.
— a gancha servia para salvamentos. O caso do irmão, o Manuel (mas acho que isso pode estar mais explicito na página do "Mar ladrão":
"mandamos as cordas umas nas outras e puxamo-lo."
— esta é uma boa página para falar da inventividade; com nada, fazia-se um instrumento; de se trabalhar com o que se tinha à mão; a necessidade aguça o engenho; aproveitar a disponibilidade vegetal que os rodeava.
Não podendo trabalhar na beira da praia, porque o mar está bravo, mas havendo argaço, criaram esta solução a que os autores do livro Actividades agro-marítimas chamam de "primitiva", mas que na verdade é muito engenhosa, já que se faz com poucos recursos, com a vegetação próxima, e nenhum trabalho de carpintaria. A corda era provavelmente um reaproveitamemto de cordas velhas dos pescadores.
— mas também da observação atenta da natureza, por parte dos sargaceiros --- > a escolha do pinheiro não é ao acaso; morfologicamente esta espécie tem os ramos tendencialmente para cima, o que o torna perfeito para isto. E a madeira é resistente.
— no livro das atividade agro-marítimas, os autores dizem que o gancho era usado por rapazitos. Contudo, a Historiadora Aurora Rego, que é de Vila Praia d Ancora, disse que a mãe (que foi sargaceira) falava muito da gancha e que a usava. Temos também o testemunho da sargaceira Helena Capela. Portanto não eram só adultos.
— O nosso exercício de feitura desta peça e a experiência de uso.
Quisemos fazer esta ferramenta porque, tanto quanto sabemos, em termos de representação, só há mesmo este desenho, no livro das atividade agro-marítimas. Portanto, por um lado, quisemos representá-la em imagem e em vídeo, sendo que o vídeo torna evidente e explica a forma de uso. Foi também importante a experiência real do Alexandre a utilizá-la, para perceber melhor a sua potencialidade e efectividade na apanha. E funciona!
— esta ferramente é também mais um prolongamento do corpo; provavelmente de todos os prolongamentos, este é o mais comprido; sendo que não é feito de varas rígidas como os demais. Aqui, a extensão do corpo é feita pela corda e obriga a um gesto também ele bastante diferente: o de atirar para longe.
— em termos de paralelismo no que toca à sua funcionalidade, pode-se estabelecer uma paralelo com o croque. É também um sistema de dentes divergentes.
Excerto sobre o assunto retirado do livro atividade agro-marítimas (pág. 54):
"Temos ainda notícia de outros instrumentos para a recolha de algas extremamente primitivos e que se conhecem apenas em regiões muito circunscritas — por exemplo o gancho, usado em Âncora pelos rapazitos em ocasiões de grande abundância de sargaço, e que, segundo a informação que nos foi dada, são troncos finos de pinheiros muito novos, a que se deixa ficar unicamente a parte mais forte dos ramos, e que, amarrados a uma corda delgada e atirados para o meio da massa de algas, as enovelam, e puxados para terra pela corda, as trazem assim consigo; este gancho é pois, usado para a recolha a pé, da praia."